domingo, 19 de agosto de 2012
sábado, 4 de agosto de 2012
Teoria das Inteligências Múltiplas
A Teoria das inteligências Múltiplas é uma teoria formulara pelo psicólogo Howard Gardner e sua equipe de pesquisa, que ao estudarem pessoas com com danos cerebrais e perderam parte de uma faculdade descobriram as oito habilidades existentes nos seres humanos e valorizados nas mais variadas culturas.
Essas habilidades ele denominou de Inteligências Múltiplas. Como psicólogo do desenvolvimento Gardner acreditava que suas pesquisas
sobre inteligência teria repercussão entre seus pares, mas o que ocorreu foi
que a sua teoria das
Inteligências Múltiplas tornou-o mundialmente conhecido e estudado
principalmente por educadores.
Gardner sempre foi interessado pela arte e música em particular tendo
sido inclusive pianista e professor de piano, porque a arte raramente aparece
nas pesquisas sobre o funcionamento da mente humana? Aí está o início dos
estudos que o levaram à teoria das IM. Gardner passa a realizar pesquisas na
área da neurologia, estudando onde estão localizadas, no cérebro, algumas
faculdades, como a fala ou a capacidade de ver.
As oito Inteligências Múltiplas estudadas são:
1. Linguística;
3. Musical;
4. Espacial;
7. Intrapessoal e a;
8. Naturalista.
sábado, 28 de julho de 2012
Modelo de Resumo expandido
O resumo expandido tem como objetivo subsidiar o professor
avaliador no seminário de Socialização, assim como a publicação dos anais do
curso.
NORMAS
- De aproximadamente 04 páginas, incluindo a referência;
- Fonte: Arial ou Time New Roman;
- Tamanho 12;
- Espaço 1,5;
- Titulo
centralizado (fonte 14);
- Nome
do autor, orientador e instituição na margem direita, com um espaço do
título;
- Texto
justificado.
- Deve ter: introdução, dois subtítulos, considerações finais e referências;
- As
referências do resumo serão apenas as citadas no mesmo;
TÍTULO
AUTOR
ORIENTADOR
UNIVERSIDADE DO ESTADO
DO AMAZONAS-UEA
INTRODUÇÃO (descrever os
objetivos da pesquisa, indicar a relevância científica do problema, descrever
de forma clara os procedimentos metodológicos e indicar os sujeitos
participantes da pesquisa).
REFERENCIAL TEÓRICO (nomeá-lo)
RESULTADOS OBTIDOS
CONSIDERAÇÕES FINAIS (apresentar
as conclusões da pesquisa baseando-se no item resultados e nos objetivos da
pesquisa)
REFERÊNCIAS (apresentar somente
os autores citados no resumo).
quinta-feira, 19 de julho de 2012
A Caracterização dos espaços não formais de educação científica para o ensino de ciências
Por: Ricardo Moreira de Queiroz; Hebert José Balieiro Teixeira; Ataiany dos Santos Veloso; Algusto Fachín-Terán; Andréa Garcia de Queiroz
(Texto extraído: QUEIROZ, R. M.; TEIXEIRA, H. J. B.; VELOSO, A. S.; FACHÍN-TERÁN, A.; QUEIROZ, A. G. A. A CARACTERIZAÇÃO DOS ESPAÇOS NÃO FORMAIS DE EDUCAÇÃO CIENTÍFICA PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS. In: Revista Eletrônica Areté, Vol. 4, Nº 7, 2011. ISSN 1984-7505
Art. 2° A
educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional,
devendo estar presente de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do
processo educativo, em caráter formal e não-formal.
O
ensino de uma maneira geral, passou por inúmeras mudanças ao longo das últimas
décadas. A relação, espaços não formais e escola, tem se configurado como forte
aliada para as mudanças de comportamento frente aos problemas sociais e
ambientais existentes hoje em dia. Contudo, poucas mudanças de comportamento
ocorreram na prática. O espaço não formal, por si, só, não leva um estudante a
educação científica e nem sempre o professor está apto a realizar uma atividade
significativa em um ambiente como este. O processo não é simples, envolve desde
a formação do educador até a metodologia utilizada neste ambiente que deve diversificar
da realizada em sala de aula.
Ao
utilizar um ambiente não formal, o professor no planejamento da prática necessita estabelecer os objetivos e metas
a serem alcançadas com a visita. O planejamento é um dos primeiros passos a ser
dado, e deve ser criterioso. Levando em considerações as perspectivas da turma,
aliada aos temas trabalhados na escola. Ao professor cabe motivar seus
estudantes a uma postura investigativa, conduzindo as observações dos estudantes aos conteúdos
escolares trabalhados na escola.
A
educação científica não pode ser entendida como algo simples de se alcançar, somente
utilizando um espaço não formal. Ela perpassa noções e métodos utilizados,
cultura, planejamento e formação de uma consciência científica. A consolidação
da utilização dos espaços não formais no ensino deverá ser parte não só do
currículo escolar, mas também do processo de formação dos educadores de uma
maneira geral, visto que, são inúmeras as possibilidades de utilização dos
espaços não formais e sua contribuição significativa para todo aquele que o
experiencia.
Ao
utilizar um espaço não formal, sendo ele, institucionalizado ou não
institucionalizado, o estudante é levado a um pensamento sistêmico e ao
vivenciar os organismos vivos bem diante dos olhos, ele passa a ter percepção
em relação ao ambiente e suas inter-relações. Segundo Pivelli (2006, p. 79), “[...]
atualmente a natureza compartimentada do currículo da maioria das escolas não
favorece a construção de uma visão ecológica do mundo”. Aprendemos a realizar
problemas de ordem lógico-matemática, mas não estamos capacitados a enfrentar
problemas de ordem ecológica, nem sequer conseguimos compreendê-las. Nesse
sentido, a educação não formal, ou seja, fora do espaço escolar, possibilitará
ao professor ampliar essa visão ecológica, e principalmente sensibilizar as pessoas,
a reflexão e uma mudança de comportamento na reconstrução de bases ecológicas
conscientes.
Desta
forma torna-se importante os profissionais da educação conhecerem as
características dos espaços não formais de sua comunidade, para assim, ao
utilizar este ambiente possam explorar juntamente com os alunos, todo o espaço
ali disponível para a prática e suas riquezas naturais. Assim, a atividade
educativa interativa e concreta, ajudará o estudante a visualizar os conceitos
estudados em sala, levando-o a uma postura participativa dentro das situações
reais de sua comunidade.
Referências
BRASIL.
Lei n. 9795, de 27 de abril de 1999. Política
Nacional de Educação Ambiental. Disponível
em: Acesso em: 29/10/2011.
PIVELLI,
Sandra Regina Pardini. Análise do
potencial pedagógico de espaços não formais de ensino para o desenvolvimento da
temática da biodiversidade e sua conservação. Dissertação de Mestrado
apresentada a faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. São Paulo,
2006.
PIVELLI, Sandra Regina Pardini;
KAWASAKI, Clarice Sumi. Análise do potencial
pedagógico de espaços não formais de ensino para o desenvolvimento da temática
da biodiversidade e sua conservação. In: Anais do V Encontro Nacional de
Pesquisa em Educação em Ciências, Bauru, p. 674, 2005.
A educação multicultural X A educação dos povos indígenas da Amazônia brasileira
Por: Airam da Silva Barros; Hebert José Balieiro
Teixeira; Leonides Campos
Garcia Filha
(Trabalho de comunicação oral apresentado no 5º Congresso Internacional de Estudantes Universitários da Região Amazônica - CIEURA, realizado em Benjamin Constant-AM, UFAM, 2009.)
Introdução
Os educadores percebem o
contraste existente entre o material didático disponível sobre o assunto e as
informações cotidianamente veiculadas sobre a atuação dos povos indígenas no
cenário político nacional. Mesmo tratando estas populações de forma preconceituosa
ou idealizada, os noticiários acabam revelando que os povos indígenas são
nossos contemporâneos e fazem parte de nosso país.
O ensino aos alunos sobre
a situação política, econômica e social do país, é também fornecer-lhe
informações mais corretas e menos preconceituosas a respeito dos povos
indígenas.
Trabalhar o tema indígena
com os alunos é também fazê-los conhecer melhor a realidade do país exercitando
o respeito à diferença em geral. Será justamente da diversidade cultural que
podemos traçar um panorama das sociedades indígenas.
Pretendemos analisar o
tema da diversidade cultural segundo os enfoques das diferenças entre as
sociedades indígenas e a sociedade dos “brancos”.
Alguns dos termos que
nossa sociedade impõe às sociedades indígenas são carregados de preconceitos,
que valorizam o nosso modo de vida e relegam àquelas sociedades que
convencionamos chamar de indígenas.
É a partir desse contraste
mais amplo com os “brancos”, que diferentes etnias vêm assumindo esta
identidade genérica de “índios”.
Reconhecemos como
semelhantes aquelas características que são comuns à espécie humana: Todos nós
atribuímos significado ao mundo e às nossas ações, todos nós vivemos em
sociedades e estabelecemos maneiras de relacionamento entre as pessoas, todos
nós elaboramos formas de contar o tempo e de explicar o devir histórico e não
poderia ser diferente com os indígenas.
- A
pluralidade cultural Amazônica
A
Amazônia é composta por uma vasta pluralidade cultural, pois existem várias culturas em uma mesma região, numa
área tão imensa a ponto de cada povo se distinguir através da sua diversidade,
como afirma Hébette (2000, p. 04),
“A Amazônia” é feita de
diversas sociedades, muito diferentes: as sociedades indígenas (são muitas!),
as sociedades ribeirinhas (‘caboclas’), as sociedades em formação nas áreas de
colonização, para citar apenas alguns grandes agrupamentos”.
Quando a pluralidade
cultural é abordada em debates educacionais, questões são apresentadas sobre
como trabalhar esse tema em uma sociedade que não valoriza a cultura do outro.
Nossa sociedade possui traços marcantes das diversas culturas indígenas, que ao
invés de serem valorizadas são discriminadas como culturas inferiores. No olhar
etnocêntrico do branco, o nativo ainda está em vias de aperfeiçoamento e
evolução, só pelo fato do mesmo estigmatizado por viver na floresta e não em
uma sociedade complexa e industrializada que a do branco.
Esta visão precisa ser
mudada para que de fato este pensamento de ser superior desenraize da ideia de
que há culturas superiores e inferiores. Não há superioridade ou inferioridade cultural,
o que há é as diferentes culturas que correspondem aos interesses particulares
próprios de cada sociedade. Essa diferença é definida como identidade cultural,
ou seja, as particularidades que cada sociedade possui em relação à outra
cultura. Mas, como as sociedades indígenas são conhecidas?
Os povos indígenas possuem
sua própria maneira de representar o mundo sobrenatural, ou seja, aquilo que
não pode ser explicado de forma racional e lógica, uma delas é através das
narrativas de conteúdo altamente simbólico que tratam das origens do mundo, de
tempos ancestrais diferentes do nosso, dos seres que nele habitavam e que foram
responsáveis pela criação da atual humanidade, pelas demais espécies e por suas
capacidades.
As várias esferas da vida
social encontram-se imbricadas de tal forma que nunca podemos analisá-las
isoladamente. Não podemos atingir a dimensão de totalidade que caracteriza a
vida social dos povos indígenas a partir da nossa forma linear de escrita que
divide os fenômenos em suas várias partes para descrevê-lo.
Enquanto para a
compreensão da nossa sociedade são adequados os temas como economia, política e
religião, outros podem ser mais explicativos para as sociedades indígenas, como
é o caso da relação do índio com a natureza, com o mundo sobrenatural e com a
sociedade, termos que aparecem em muitos estudos sobre cosmologias indígenas e
que por isso podem, em certa medida, ser considerados pertinentes aos seus
sistemas de classificação do mundo.
- A escola regular e a educação multicultural
A
escola regular ainda tem o pensamento elitista reprodutora impondo os valores e
os conceitos da classe média à camada popular, não conseguindo unir a “cultura
elaborada” com a “cultura popular”, e por isso não conseguiu resolver a questão
de uma educação de qualidade e igualitária para todos.
Segundo
Gadotti (1992, p. 20),
Apesar de muitas
pesquisas e estudos, os nossos currículos não conseguiram equacionar
adequadamente a relação entre a identidade
cultural e o itinerário educativo dos
alunos provenientes das camadas populares. Os nossos currículos ainda
apresentam aos alunos um pacote de conhecimentos que eles devem aprender,
tenham ou não significados para eles. Eles são avaliados – aprovados ou
reprovados – em função da assimilação ou não desse pacote de conhecimentos.
A
teoria de uma educação multicultural vem de contraponto ao nosso currículo
atual valorizando a capacidade de pensar com autonomia do estudante, essa
teoria prega o pluralismo e o respeito à cultura do estudante, propondo-se
instaurar a equidade e o respeito mútuo superando preconceitos.
Para
Gadotti (1992, p. 21), “A
educação multicultural pretende
enfrentar o desafio de manter o equilíbrio entre a cultura local, regional, própria de cada grupo social ou minoria
étnica, e uma cultura universal, patrimônio
hoje da humanidade”. Mas, o acesso à
educação ainda é de difícil acesso a alguns grupos por várias razões
questionáveis, como por exemplo, os grupos indígenas que vivem nas cidades, que
por terem uma cultura diferente do branco são discriminados por professores mal
qualificados, sendo excluídos mesmo estando em sala de aula.
A
educação multicultural pretende analisar os currículos atuais procurando formar
professores críticos, para que estes possam se despojar dos seus preconceitos
culturais e elaborarem novas metodologias para os estudantes das camadas
populares, compreendendo-as na totalidade da sua cultura e visão de mundo.
A
educação multicultural procura resolver os problemas criados pelas diversas
culturas em sala de aula e ao mesmo tempo procura apontar estratégias para
superação desses problemas. Por isso a escola tem que ser local no seu ponto de
partida e sendo internacional e intercultural como ponto de chegada.
A
autonomia de uma escola não significa que esteja isolada, fechada para outras
culturas. Escola autônoma significa escola ousada, curiosa, procurando dialogar
com outras culturas e concepções de mundo.
O
pluralismo significa o diálogo com as outras culturas a partir de uma cultura
que se abre às demais como afirma Gadotti (1992, p. 23/24),
Mas a escola sozinha não pode dar conta dessa tarefa. Por isso, ela,
numa perspectiva intercultural da educação, alia-se a outras instituições
culturais. Daí a necessidade de ser autônoma sem autonomia não poderá ser
multicultural. Ela deve possibilitar a seus alunos o contato com alunos de
outras escolas, possibilitar viagens, encontro de toda sorte de projetos,
próprios de cada escola , que a constituam num organismo vivo e atuante no seio
da própria sociedade.
A
escola isolada não pode participar do diálogo com as outras por se manter
fechada. Daí a necessidade da interculturalidade com as outras instituições e
por isto a escola deve ser autônoma possibilitando aos alunos o conhecimento
das outras culturas.
- Políticas públicas para a educação indígena no Amazonas.
A
educação nos moldes em que os povos indígenas sempre reivindicaram foi uma
conquista puramente do movimento indígena, sendo um desafio para o poder
público estadual e municipal amazonense assegurá-lo.
De
acordo com Albuquerque (2007, p. 64),
“A especificidade da
educação indígena é um direito garantido pela legislação do país, e somente os
indígenas, detentores dessa especificidade, poderão dizer que modelo de
educação e escola está adequado a seus modos próprios de viver, pensar e ser”.
As
políticas indigenistas amadureceram no país, pois deixaram de conceber o índio
fadado ao desaparecimento e passaram a reconhecer os índios como indivíduos
aptos ao exercício de seus direitos e deveres respeitando a sua diferença
cultural. Pois para Albuquerque (2007, p. 65/66),
Os princípios
firmados nesses dispositivos refletem o amadurecimento da política indigenista
do país, que deixa de conceber o índio como um segmento social fadado ao
desaparecimento, passando a ser visto como indivíduos aptos ao exercício de
seus direitos e de sua cidadania, visto que reconhecem os direitos dos povos
indígenas e a “sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições”,
enquanto sociedades diferenciadas, “e os direitos originários sobre as terras
que tradicionalmente ocupam”.
No
ensino fundamental regular para os povos indígenas é assegurada a utilização de
suas línguas maternas e da utilização de metodologias que facilitem a
aprendizagem de acordo com a sua tradição.
A
escola indígena deve ser autônoma garantindo a participação de cada comunidade
indígena nas decisões relativas ao funcionamento da escola. Por sua vez, a
política educacional indígena no Estado do Amazonas vem se reorganizando e
buscando promover uma educação intercultural e diferenciada para os mesmos.
A
responsabilidade estadual em assegurar a educação aos povos indígenas vem
garantindo, assim, a autonomia e soberania dos povos indígenas.
Segundo Albuquerque (2007,
p. 87), “Outro ponto
definido na Resolução Estadual de 2001 é que a escola indígena será reconhecida
como estabelecimento de ensino no âmbito da educação básica localizada em
terras indígenas”. Correspondendo, desta
feita, ao projeto de vida de cada etnia, e não mais o querer dos etnocêntricos
brancos.
O
Projeto Político-Pedadagógico da escola indígena tem que respeitar a cultura de
cada etnia. E a formação dos professores indígenas propõe o conhecimento mais
próximo da realidade dos povos indígenas para facilitar a aprendizagem, através
de didáticas próprias ao currículo dos povos indígenas.
Considerações finais
Compreendemos que trabalhar
este tema é também fazer com que a sociedade conheça melhor a realidade do país
exercitando o respeito à diferença em geral dos diversos povos existentes em
nossa nação.
A pluralidade cultural na escola busca não o modelo que
prioriza ora os conhecimentos da sociedade ocidental, ora os conhecimentos das
sociedades indígenas, mas garante que a escola seja um espaço que reflita a
realidade de diversos povos como no caos dos indígenas, na relação atual entre
essas diferentes sociedades, pensando em sua integração nos processos
educacionais nas escolas estaduais, municipais e nas aldeias.
Percebemos que alguns avanços para a inclusão das
sociedades indígenas no processo educacional diferenciado contribuíram na
diminuição da visão etnocentrista do homem branco sobre as sociedades
indígenas, porém, há muito a ser realizado.
REFERÊNCIAS
HÉBETTE, Jean. Que Amazônia foi construída nos últimos 25 anos? In:
OLIVEIRA, José Aldemir e Pe. Humberto Guidotti. A Igreja arma sua tenda na Amazônia. Manaus: Universidade do Amazonas,
2000.
GADOTTI, Moacir – Diversidade
Cultural e Educação para Todos. Rio de Janeiro: Graal, 1992, p. 19-23.
ALBUQUERQUE, Leonízia0 Santiago de. As políticas públicas para a
educação Indígena no Amazonas. In: MONTEIRO, Aída (org.) – Educação para Diversidade e Cidadania. Concurso Nacional de
Monografias. MEC/SECAD- ANPED. Recife: Ed. Do Organizador, 2007.
Os processos cognitivos da inteligência e sua contribuição à didática das Ciências no Ensino Fundamental em uma escola Estadual da cidade de Manaus
Por: Hebert José Balieiro Teixeira e Evandro Ghedin
(Resumo publicado em: Anais do VIII Congresso Norte-Nordeste de Ensino de Ciências e Matemática, Boa Vista, Roraima - 2009.)
Trata-se de pesquisa básica e tecnológica aplicada na área da formação de professores e no ensino de Ciências que toma a Neurociência, as Ciências Cognitivas e a Filosofia da Mente como epistemologias estruturantes para elaboração dos fundamentos teórico-práticos da Neurodidática.
O que se propõe é uma aproximação multi-transdiciplinar do ensino-aprendizagem a partir da Neurociência aplicada à educação/ensino sob enfoque biológico, Neurológico, Psicológico e Filosófico, voltado para aquisição de informações e ampliação do conceito de inteligência. Esta pesquisa desenha-se em um movimento da fenomenologia dos processos cognitivos para uma fenomenologia dos processos educativos a um produto Neurodidático do ensino de Ciências.
O processo proposto alia explicação e compreensão em torno de uma teorização dos processos cerebrais e sua (auto) organização. Parte-se de um levantamento sobre o conhecimento produzido e publicado em livros e periódicos científicos nos últimos 20 anos.
Tenta-se compreender o processo da aprendizagem. E para fortalecer o conceito de aprendizagem recorremos à Didática, a qual tem responsabilidade e importância no processo de ensino-aprendizagem, aliado as várias concepções de inteligência e sua influência no processo didático-pedagógico de aprendizagem.
Através desta pesquisa podemos destacar a importância da compreensão dos vários conceitos de inteligência para a práxis didático pedagógico da aprendizagem no ensino das Ciências. Pretende-se conhecer as diversas definições sobre o tema proposto para, então, fazer uma interligação entre o conceito de inteligência, a didática do professor e o conceito de ensino para elaborarmos uma metodologia que estimule o estudante no processo de ensino-aprendizagem no Ensino de Ciências, dos Anos Iniciais, do Ensino Fundamental.
Palavras-Chave: Conceito de inteligência. Processo de ensino-aprendizagem. Didática
REFERÊNCIAS
ANTUNES, Celso. As inteligências múltiplas e seus estímulos. 11 ed. – Campinas, SP: Papirus, 2003.
CANDAU. Vera Maria (org.) A didática em questão. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.
DINÁH, Campos. Psicologia da aprendizagem. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.
DOBBS, David. Gente pequena, grandes respostas. In: Viver mente & cérebro. Ano XIV, Nº 154, novembro de 2005.
GARDNER, Howard. Estruturas da Mente: A Teoria das Inteligências Múltiplas / trad. Sandra Costa – Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1994.
GUIMARÃES, Sandra Regina Kirchner e ROMANELLI, Berenice Marie Ballande. Visão neuropsicológica da aprendizagem. XX SEPE – Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão do Setor de Educação. Universidade Federal do Paraná – 2006.
HAYDT, Regina Célia C. Curso de Didática Geral. – São Paulo: Ática, 1998, p. 11-22.
KHALFA, Jean (Org.). A natureza da inteligência: Uma visão interdisciplinar. Tradução de Luiz Paulo Rouanet. – São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1996.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. – São Paulo: Cortez, 1994, p. 15-29.
LOPES, Carlos Eduardo. ABIB, José Antônio Damásio. O Behaviorismo Radical como filosofia da mente. In: Psicologia: Reflexão e Crítica. Vol. 16, nº 1, 2003, p.85-94. Disponível em < http://www.scielo.br/scielo.php > Acessado no dia 20 de setembro de 2007, às 17h10min.
MIRANDA, Mônica Carolina. Os Caminhos da cognição. In: Viver Mente & Cérebro: A mente do bebê: o Fascinante processo de formação do cérebro e da personalidade. Especial, Nº 3, 2 ed. Rev. e atual – São Paulo: Duetto Editorial, 2008, p. 15-21.
PIAGET, Jean. O nascimento da inteligência na criança. 4 ed. – Rio de Janeiro, RJ: LTC Editora, 1987, p. 09-389
RELVAS. Marta Pires. Fundamentos biológicos da educação: despertando Inteligências e afetividade no processo de aprendizagem. Rio de Janeiro: Wak, 2005.
ROTTA, Newra Tellechea. [et al.]. Transtornos da aprendizagem. – Porto Alegre: Artmed, 2006, p. 21-64
A compreensão da Teoria das Inteligências Múltiplas como meio facilitador no processo de ensino aprendizagem no ensino das Ciências*
Hebert José Balieiro Teixeira
Evandro Ghedin
Trata-se de pesquisa básica e tecnológica aplicada na área da formação de professores e no Ensino de Ciências. Esta pesquisa desenha-se em um movimento da fenomenologia dos processos cognitivos para uma fenomenologia dos processos educativos do Ensino de Ciências. Através desta pesquisa podemos destacar a importância da compreensão das várias inteligências para a práxis didático pedagógico da aprendizagem no ensino das Ciências. Pretende-se conhecer as diversas definições sobre o tema para fazer uma interligação à didática das Ciências. Palavras-Chave: Conceito de inteligência. Inteligências Múltiplas. Ensino de Ciências.
REFERÊNCIAS
ANTUNES, Celso. As inteligências múltiplas e seus estímulos. 11ª ed. – Campinas, SP: Papirus, 2003.
GARDNER, Howard. Estruturas da Mente: A Teoria das Inteligências Múltiplas / trad. Sandra Costa – Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1994.
__________________. Múltiplos sentidos. In: Viver Mente & Cérebro. Ano XV, nº 184, Maio de 2008, p. 50-55.
__________________. As oito inteligências. In: Viver Mente & Cérebro: A mente do bebê: o fascinante processo de formação do cérebro e da personalidade. Especial, Nº 3, 2 ed. Rev. e atual. – São Paulo: Duetto Editorial, 2008, p. 22-29.
*Texto publicado em "VIII CNNECIM – Boa Vista - 2009".
Adultos e educação na Amazônia: projetos e ações públicas - educação de jovens e adultos*
Rafael Rodrigo Marreira
Hebert José Balieiro Teixeira
RESUMO Este trabalho, fundamentado em pesquisa em escolas da rede pública estadual e núcleos municipais de ensino em Manaus, Amazonas, que adotam o Programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA), objetiva discorrer sobre a aplicação desse projeto e a adoção de políticas públicas pelos órgãos envolvidos, tendo como conotações dissertativa e crítica sobre a implementação dessas medidas ou ações como dever em oferecer educação para a população não escolarizada. Temos a intenção de deixar a marca de um favorável contexto político a EJA e a participação técnica efetiva de autoridades políticas do MEC, da Seduc, da Semed, e da sociedade civil organizada envolvida deste Estado como parceiros de fato, e não como financiadores eventuais, tornando real a perspectiva de interlocução e diálogo entre os atores da EJA, formais e informais, assinalando o reencontro Estado-sociedade, indispensável na formulação de políticas públicas.
Palavras-chave: Educação. EJA. Políticas Públicas.
Resumo publicado em "ANAIS VIII CNNECIM - 2009". ISBN 978-85-61924-02-7
COUTINHO, João (Prof.). Secretaria de Estado da Educação-Supervisor Educacional. Manaus, 2004.
FERNANDES, Socorro (Prof.). Secretaria Municipal de Educação/EJA. Manaus, 2004.
FILHO, Geraldo Francisco. A psicologia no contexto educacional. São Paulo: Átomo, 2002.
MANAUS (AM). Secretaria Municipal de Educação. Divisão de Ensino Fundamental. Síntese do histórico da educação de jovens e adultos na Secretaria Municipal de Educação. Rel. Amazonas. 2004.
MENDES, Sônia Maria (Dir.). Escola Estadual Santa Luzia. Manaus, 2004.
PAPALIA, Diane. Desenvolvimento Humano. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
SANTOS, Álvaro (Dir.). Centro de Educação de Jovens e Adultos Prof. Agenor Ferreira Lima. Manaus, 2004.
STEMBERG, J. Robert. Psicologia do cognitivo. Rio de Janeiro: Artes Médicas/Dinalivro, 2002.
terça-feira, 30 de março de 2010
A Educação Brasileira no período de 1770 a 1820*
Manoel Carlos Botelho Lins da Silva
1. Universidade do Estado do Amazonas/UEA
Entre 1770 e 1820 no período conhecido como a “crise do sistema colonial”, foi marcado pela renovação metodológica de conteúdos e de organização da cultura e da educação.
As reformas pombalinas foram marcadas por “meio século de decência e de transição”, sendo que, o pensamento do Marquês de Pombal foi influenciado pelos estrangeiros que contestavam o modo de ensino jesuítico, mais precisamente os pesadores franceses que implementaram o pensamento iluminista em toda a Europa.
As idéias afrancesadas de separação entre a ciência e a religião proporcionaram o desenvolvimento científico da época.
No Brasil, as idéias “afrancesadas” chegaram com os alunos que estudavam fora da colônia, nas universidades Européias, como é o caso da Universidade de Coimbra. Os alunos possuíam e liam os autores modernos que sofriam a censura pombalina, como também os expurgados e proibidos pela Real censura, como é o caso de Diderot, (O abade Roymal) e Rousseau (O Emílio), os estudantes da época sofreram influência dos pensadores que contestavam a realeza, se tornando muito deles líderes de grandes revoluções realizadas no Brasil. Mas, nem todos os alunos tiveram um pensamento revolucionário, sendo aproveitados na administração Metropolitana.
A circulação de ilustração era realizada pelas lojas maçônicas, que tinha um caráter secreto, pois faziam o comércio clandestino de literaturas tidas como revolucionárias para época.
Outro meio de divulgação iluminista era a Sociedade Literária, que estando sob o controle das autoridades Metropolitanas, no entanto, realizava o comércio clandestino de literaturas, entre a Europa e a América. Mas, é preciso lembrar que a reforma pombalina foi implantada com muita dificuldade na colônia pela oposição dos partidários dos jesuítas.
No século XVIII, aos poucos foi criada uma rede de aulas avulsas de primeiras letras que compunha algumas disciplinas, tais quais: gramática latina, grego, retórica, filosofia, entre outras. Em Pernambuco, além das aulas avulsas, foi criado um seminário, isto é, um colégio para formação de padres.
Finalmente podemos considerar a obra Joanina. A ação Joanina na educação escolar acompanha a tendência geral apontada pela história da educação para os séculos XVIII e XIX.
___________________
*Texto produzido na aula da disciplina de História da Educação Brasileira e Amazônica, do Curso de Pedagogia - UEA, 2008.
___________________
*Texto produzido na aula da disciplina de História da Educação Brasileira e Amazônica, do Curso de Pedagogia - UEA, 2008.
segunda-feira, 8 de março de 2010
As duas faces da educação
Edmar da Paz Soares
Universidade do Estado do Amazonas
Geralmente quando nasce uma criança uma das primeiras preocupações de seus pais é como oferecer educação para o seu filho, essa ideia se baseia na premissa de que só há vantagens e benefícios na educação. Fica legitimado o senso comum, de forma indubitável, que a educação é totalmente benéfica e acima de suspeitas.
É normal pensar que o melhor lugar que uma criança pode estar é na escola, e que a escola é um ambiente feliz, confortável e amistoso. O conteúdo curricular não é verificado pelos pais porque, na sua visão, pensam que tudo o que será trabalhado é importante e foi escolhido com perfeita precisão para garantir o desenvolvimento global dos estuantes.
A educação por sinal, é vista como a solução de todos os problemas que tornam a nossa sociedade tão injusta. Através dela pode-se acabar com o desemprego, gerar renda para o pagamento da dívida externa e interna, acabar com a violência urbana, gerar novas tecnologias e progresso e até tornar o Brasil uma das grandes potências mundiais.
Diante de tantas vantagens parece não ser sensato mover um mero questionamento filosófico contra a educação, afinal até a própria filosofia é transmitida por esta.
Diante de tantas vantagens parece não ser sensato mover um mero questionamento filosófico contra a educação, afinal até a própria filosofia é transmitida por esta.
Mas como pode algo tão perfeito assim, ainda não ter resolvido os graves problemas que afligem nossa sofredora nação, as escolas da rede particular e pública estão distribuídas em praticamente todo o território nacional, os centros universitários estão se proliferando e oferecendo uma gama de cursos como nunca foi presenciado nas épocas antecessoras e isso indica que o brasileiro está estudando mais e um número cada vez maior de pessoas vem chegando no nível superior de ensino, e mesmo assim, a qualidade de vida não sofreu uma mudança radical como imaginava-se anteriormente.
Talvez se a educação aparentemente não está sanando as patologias sociais que devia resolver, então, pode haver a possibilidade dela estar de alguma forma contribuindo para que eles se mantenham. Isso com certeza seria algo muito grave para o desenvolvimento da nação, pois a classe estudantil estaria alienada a se manter ocupada com uma educação que não renderia as principais vantagens que deveria resultar.
Logo no início da vida escolar as crianças já entram em contato com um sistema rígido de controle regido por uma cadeia de comando onde ele se encontra na posição mais subordinada, o próprio conteúdo “estudado” é uma matéria considerada estática onde interpretações personalizadas são consideradas erradas portanto devem ser descartadas e substituídas pelas certas, que sempre foram criadas por alguém que está acima de todos os presentes, portanto só lhes resta seguir as orientações sem questionamentos, pois a cadeia de comando não ocorre de forma inversa.
Talvez a educação não seja boa em todos os sentidos como se presumia, ou então, esteja sendo usada para privilégio de poucos. Mas, seja qual for a obscura razão de não haver as mudanças qualitativas ha tanto tempo prometidas o importante é saber o que e quem realmente está do nosso lado para então buscarmos os benefícios coletivos com uma visão mais realista dos desafios a serem superados.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Antropologia e educação
Hebert José Balieiro Teixeira
A antropologia surgiu em meados do século XVIII, como uma ciência do homem para construir um olhar focado para o homem como objeto de estudo, até então, nada visto para a época, pois os estudos anteriores eram voltados apenas para as áreas da filosofia, mitologia e teologia, que serviam para explicar os fenômenos da vida.
Esta nova ciência voltava o seu estudo para as ações, modo de pensar, modo de agir e modo de vida do ser humano. O homem passa a ser o objeto dos estudos de vida, sendo uma ciência antropológica, como todas as ciências, ela não se mantém estática. Uma das principais mudanças foi a ruptura metodológica que ocorreu no século XIX, havendo assim, uma interação entre o sujeito e o objeto de estudo, sendo a metodologia etnografia mais adequada para esta ciência através de um estudo no campo.
No século XX, ocorre uma crise de identidade com o objeto de estudo da antropologia, pois de “primitivo”, esse objeto passa a ser chamado de homem moderno.
A disciplina em sala de aula
Hebert José Balieiro Teixeira
A teoria da aprendizagem social ou (aprendizagem por observação dos modelos), tem como defensor o teórico Albert Bandura, sendo esta teoria de característica behaviorista, ele faz uma reflexão sobre o papel dos pais, dos professores, os “os heróis” reais ou fantásticos e ainda faz uma reflexão sobre o contexto histórico e social.
Para Bandura, o reforço no modelo proporcionará a reflexão no que observa, podendo ser negativa ou positiva “aprendizagem vicária”.
Para a esmagadora massa de professores a indisciplina é sinônimo de conversa, mas para Bandura é através da conversa que se aprende, a disciplina não pode ser confundida com o silêncio. A escola é um centro socializador, ela é um centro epistemológico onde se aprende. A escola deve ensinar a verdade, a bondade e a justiça, quando isso não ocorre chamamos de indisciplina, pois o estudante tem o professor como seu espelho, ele é o seu herói, se um professor desrespeitar os seus estudantes os estudantes retribuirão como diz o ditado “na mesma moeda”.
Para a disciplina ocorrer o professor deve ser pontual não só no horário, mas em todo o seu trabalho como professor, para que tenha o respeito da turma e tenha uma sala disciplinada.
Segundo Celso Antunes, “o professor deve dar a aula para a coletividade, mas não se esquecendo de cada indivíduo”, numa aula dinâmica e socializadora.
A noção do próprio corpo na concepção de Henri Wallon
De acordo com os estudos de Henri Wallon, a noção do próprio corpo se constrói gradativamente por meio de etapas sucessivas e diretamente relacionadas com os processos gerais da psicogênese. A pessoa vai se construindo ao longo do seu desenvolvimento, tendo na emoção a origem de seu psiquismo, sendo que o comportamento emocional constitui o primeiro modo de comunicação. Por tanto, é por meio das interações com os outros que as manifestações expressivas se exteriorizam.
Para se adquirir do eu corporal, é preciso que se realize uma distinção entre os elementos atribuídos ao próprio corpo e os mais diretamente com o mundo exterior e só pela exploração sistemática de seu corpo poderá gradualmente reconhecer e individualizar suas partes, podendo, então, integrá-las em uma unidade corporal. Desta forma, a consciência a consciência corporal é a condição fundamental para o início da consciência de si.
Na teoria Walloniana a consciência irá ser construída ao longo da evolução em uma orientação clara para uma progressiva diferenciação de si.
As influências entre o eu e o outro são recíprocas e varriam de acordo com as necessidades próprias dos diferentes momentos do desenvolvimento.
Wallon levanta a hipótese de que a relação com as outras pessoas é intermediada pelo fantasma do outro que cada um de nós traz em si.
O outro que faz parceria com o eu é também denominado “socious”, sendo parceiro perpétuo do eu na vida psíquica. O eu e o outro tem uma mesma filiação e se completam.
O socius é um duplo eu, seu complemento indispensável, um parceiro constante que normalmente aparece recalcado, reduzido pelo domínio do eu. Seu papel fica mais evidente em situações de incertezas, de tomadas de decisões, de reflexão sobre situações, nas quais passa a exercer a função de suporte das discussões interiores, uma vez que se presta a dialogar e partilhar das experiências do eu.
Esse estágio está voltado para a pessoa, para o enriquecimento do eu e para a construção da personalidade.
A consciência corporal é condição fundamental para o início da consciência de si, pode-se dizer que é o prelúdio da construção da pessoa, e que contempla, necessariamente, o início dos processos de diferenciação EU-OUTRO.
O estágio do personalismo é marcado por três momentos distintos: a oposição, a sedução e imitação.
A pessoa evolui constantemente para uma gradual diferenciação.
O pensamento opera sobre símbolos e impõe às coisas a fragmentação dos sinais e das imagens que são importantes para a sua análise. A questão da significação que se pode dar ás coisas está situada na fronteira entre a inteligência prática e teórica.
O pensamento é definido como inteligência verbal e discursiva. O problema fundamental da evolução intelectual é a sucessão de duas inteligências: a sensório-motora e a discursiva.
A linguagem enunciada identifica-se com o pensamento discursivo, sendo que as representações e as relações de que é suporte tendo a sociedade como matriz indispensável.
A aprendizagem: conceito e características
Hebert José Balieiro Teixeira
I – Conceito de aprendizagem
O que é aprendizagem? e quais são as suas características?
Visando responder estas perguntas, através de estudos e pesquisas empreendidas pelos psicólogos resultaram no aparecimento de diferentes conceitos e definições de aprendizagem.
Há muitas divergências pelas quais diversos psicólogos abordam o fenômeno da aprendizagem. Assim, a aprendizagem tem sido considerada como:
• Um processo de associação entre uma situação estimuladora e a resposta, na teoria conexionista da aprendizagem;
• O ajustamento ou adaptação do indivíduo ao ambiente, na teoria funcionalista;
• Um processo de reforço do comportamento, baseada em um sistema dedutivo-hipotético, formulada por Hull;
• Um condicionamento de relações, realizado por diversas formas;
• Um processo perceptivo, em que se dá uma mudança na estrutura cognitiva.
Pode-se concluir a dificuldade para conceituar a aprendizagem de forma satisfatória. Porém, dos estudos realizados pelos especialistas se pode conceituar como a modificação sistemática do comportamento em caso de repetição da mesma situação estimulante. Esta noção implica o reconhecimento dos seguintes fatos:
• Existência de fatores dinâmicos;
• Possibilidade de modificação sistemática dos indivíduos;
• Aparecimento de resultados cumulativos ou continuados da prática.
Assim, a aprendizagem pode ser definida como uma modificação sistemática do comportamento, por efeito da prática ou experiência, com um sentido de progressiva adaptação ou ajustamento a uma nova situação que se ofereça.
Uma análise exaustiva das definições de aprendizagem dos diversos autores conduzirá a conclusão de que a mais geral das definições, abrangendo o pensamento da maioria deles, poderá resumir-se no seguinte: aprendizagem é uma modificação sistemática do comportamento ou da conduta, pelo exercício ou repetição, em funções ambientais e orgânicas.
II – Aprendizagem e desempenho
A aprendizagem continua ainda no plano das formulações teóricas.
Não se pode confundir aprendizagem com desempenho, que é o comportamento através do qual se infere a ocorrência da aprendizagem, uma das muitas variáveis que influenciam o desempenho.
Na realidade, não se descobriu uma forma de observar diretamente a aprendizagem, pois observa-se apenas as condições que antecedem o desempenho, depois o desempenho propriamente dito e finalmente as conseqüências do desempenho.
A aprendizagem não é apenas a aquisição de conhecimentos ou de conteúdo dos livros, como pode ser compreendida por uma concepção estreita e acadêmica do fenômeno, como também não se limita apenas ao exercício da memória, é antes um processo global, em que envolve os aspectos sociológicos, psicológicos, fisiológicos e cognitivos de um indivíduo.
IV – Característica da aprendizagem
1. Processo dinâmico: Não se trata apenas de atividade externa física, mas também, de atividade interna, mental e emocional, porque a aprendizagem é um processo que envolve a participação total e global do indivíduo em seus aspectos físicos, intelectuais, emocionais e sociais;
2. Processo contínuo: Desde o início da vida a aprendizagem acha-se presente, sendo um processo contínuo na idade escolar, na adolescência, na idade adulta e até a idade mais avançada;
3. Processo Global ou Compósito: A aprendizagem envolvendo uma mudança de comportamento terá que exigir a adaptação total e global do indivíduo para que todos os aspectos constitutivos de sua personalidade entrem em atividade no ato de aprender;
4. Processo Pessoal: Ninguém pode aprender por outrem, pois a aprendizagem é intransferível, de um indivíduo para outro;
5. Processo gradativo: A aprendizagem é um processo que se realiza através de operações crescentemente complexas, porque em cada nova situação envolve maior número de elementos;
6. Processo cumulativo: Com um sentido de progressiva adaptação e ajustamento social.
Como vimos no decorrer do texto a aprendizagem tem sido definida como uma mudança de comportamento ou do modo de pensar e de agir de um indivíduo, revendo todos os seus conceitos adquiridos, modificando-os conforme a sua aprendizagem, que depende do meio em que o mesmo vive.
O que é aprendizagem, afinal?
Hebert José Balieiro Teixeira
O tempo todo em que vivemos estamos em processo contínuo de aprendizagem, que perdura por toda a vida, pois a psicologia vem conceituando aprendizagem como uma mudança de comportamento.
Segundo Mc Connel, A aprendizagem é progressiva mudança do comportamento que está ligada, de um lado, a sucessivas apresentações de situações de uma situação, e de outro, a repetidos esforços dos indivíduos para enfrentá-la de maneira eficiente.
A aprendizagem pode ser compreendida como um processo dinâmico, contínuo, gradativo, cumulativo, individual, pessoal e intransferível (maneira de aprender e ritmo), que envolve a participação total e global do individuo nos aspectos físico, intelectual, emocional e social.
O desenvolvimento humano é longo, se comparado ao de outras espécies, basta observar a duração da infância e da adolescência. Durante todo este período, e adentrando na vida adulta, a aprendizagem tem seu espaço privilegiado na vida do homem.
Da análise, porém, dos estudos realizados pelos especialistas Campos (2002, p. 29), ela define a aprendizagem, de um ponto de vista funcional, como
a modificação sistemática do comportamento, em caso de repetição da mesma situação estimulante ou na dependência da experiência anterior com dada situação.
De acordo com a compreensão de inteligência, o qual todos os seres humanos possuem e que nasce no sistema neuronal através das descargas elétricas e químicas mais conhecidas como sinapses, sendo um produto do processo cerebral Gardner (1994), Piaget (1987) e Lopes and Abib (2003), conceituam-na como uma capacidade de resolver problemas a partir da adaptação ao meio e/ou atualização de uma disposição, sendo que as capacidades da inteligência estão em constante mudança.
Sócrates acreditava que o conhecimento já existia no espírito do homem e que a aprendizagem era somente um início do espetáculo, uma vez que estava adormecido, ao fazer a seguinte afirmativa: “conhece-te a ti mesmo, pois dentro de ti reside toda a sabedoria”.
Platão inspirado em Sócrates, ao contrário separou o corpo (ou coisas) da alma (ou idéias), fazendo esta dicotomia, propõe a “doutrina das reminiscências”, na qual os conhecimentos são idéias contempladas em uma encarnação anterior que, pela percepção volta ao seu estado.
Para a psicologia existem elementos para a realização do processo de aprendizagem que são conhecidas como situação estimuladora, o sujeito que aprende e a resposta.
Este processo de aprendizagem ocorre por etapas que são a motivação, o objetivo e a preparação ou prontidão, sendo que, neste último item os fatores fisiológicos, psicológicos e as experiências anteriores são preponderantes para o processo, mas é necessário saber que há obstáculos que precisam ser superados como a natureza social, a natureza psicológica e a natureza física.
As condições necessárias para que haja a aprendizagem são de caráter puramente biológico, pois é necessário que haja uma maturidade orgânica, um desenvolvimento sensorial, condições de resposta aos estímulos captados como por exemplo a adaptação e o ajustamento ao meio e a mudança de comportamento aliado a uma estimulação da memória. Os aspectos físico-químicos também são fundamentais, pois o indivíduo envolvido nesse processo de aprendizagem tem que ter uma alimentação adequada, cuidados com a saúde e por fim prevenir-se quanto ao uso de substancias químicas.
REFERÊNCIAS:
CAMPOS, Dináh Martins de Souza. Psicologia da aprendizagem. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.
GARDNER, Howard. Estruturas da Mente: A Teoria das Inteligências Múltiplas / trad. Sandra Costa – Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1994.
LOPES, Carlos Eduardo. ABIB, José Antônio Damásio. O Behaviorismo Radical como filosofia da mente. In: Psicologia: Reflexão e Crítica. Vol. 16, nº 1, 2003, p.85-94. Disponível em < http://www.scielo.br/pdf/prc/v16n1/16800.pdf > Acessado no dia 20 de setembro de 2007, às 17h10min.
PIAGET, Jean. O nascimento da inteligência na criança. 4.ed. – Rio de Janeiro, RJ: LTC Editora, 1987, p. 09-389
Mudanças climáticas
Hebert José Balieiro Teixeira
Este assunto nos leva a refletir a respeito do efeito estufa, pois observamos que dada dia a temperatura do planeta está aumentando. E, infelizmente os líderes dos países não se deram conta ou fecham os olhos para o perigo que corremos, sendo que, os Estados Unidos se preocupam tanto com a questão terrorista e não vê como o planeta está sofrendo com a alta industrialização nas metrópoles.
As empresas só se importam com o lucro e por isso despejam os seus poluentes nos rios, poluindo todo um ecossistema, e não bastando essa destruição lançam seus gases poluentes na atmosfera, causando o efeito estufa responsáveis pelo aumento da temperatura terrestre e o derretimento das calotas polares. Se essa ação não for repensada pelos poderosos da terra e contida, possivelmente toda a terra será inundada pelas águas dos pólos norte e sul.
Já que essa geração não dá a mínima Para natureza, os professores têm o dever de inculcar na futura geração a sensibilização pela consciência ambiental para que esta destruição possa parar.
Que os estudantes possam ter amor ao meio ambiente em que vivem, pois sem ele não há vida. Nós devemos nos policiar para que não venhamos a sofrer mais ainda as conseqüências do mau uso do ambiente.
Currículo é uma trajetória, pressupõe etapas
O currículo é pragmático, sendo que não existe um único currículo na escola, mas inúmeros currículos-rede alterados, plurais, complexos, heterárquicos. O currículo paradoxalmente inclui e exclui. por ser um modelo criado para o poder hegemônico deve-se estudá-lo na vida cotidiana, devemos nos por contra “o olhar que busca erros, presente em nossos processos de avaliação”.
A educação escolar no contexto das transformações sócio-culturais
A ideologia Neoliberal é a auto-regulação da economia, a economia por si mesmas se define e se cria, sendo que no país liberal a economia supre as formas superadas e degradadas de intervenção social, um exemplo de intervenção social é influência do neoliberalismo na educação, pois os acontecimentos do mundo atual vem afetando a educação e exige um novo tipo de trabalhador flexível e polivalente. Exige também que a escola forme habilidades cognitivas e competências sociais e pessoais e ainda que o capital determine que a escola atenda aos interesses do mercado, modificando os objetivos e as propriedades da escola, modificam os interesses das necessidades e os valores escolares e ainda exige que a escola se adéqüe as novas tecnologias, comunicação e informática, induzindo alterações na atitude do professor e no trabalho docente.
A escola hoje não é mais considerada o único meio e o mais eficiente e ágil de socializar o conhecimento. Ela deve iniciar um processo de reestruturação dos sistemas educativos e da instituição como a conhecemos.
A escola precisa conviver com outras modalidades de educação. Deve articular educação não formal, informal e profissional.
O ensino hoje deve contribuir para formar indivíduos capazes de pensar e aprender em um contexto das novas tecnologias de produção, relações contratuais de capital-trabalho, emprego e organização de trabalho.
O ensino deve contribuir para realizar formação global para melhorar a qualificação profissional, desenvolvendo conhecimentos e capacidades para a consciência crítica do cidadão, formando cidadãos éticos e solidários.
Tudo isto é justificado pelo capitalismo para atender sua hegemonia e reorganizar suas formas de produção e consumo, eliminando as fronteiras comerciais para uma globalização da economia, para que ocorra o fortalecimento das nações mais ricas e submetendo os países mais pobres à dependência de consumo.
Atualmente a política educacional nos países ricos ainda é de atender a lógica capitalista.
Chegando ao fim de nosso texto, falando sobre o balanço provisório do neoliberalismo no Brasil que parte do discurso da modernização educativa, da diversidade, da flexibilidade dos currículos, que segundo ele seria para a melhoria da competitividade, da produtividade, de eficiências e da qualidade dos sistemas educativos, pois para o neoliberalismo a escola e o ensino devem se adequar às demandas e exigências e a qualidade dos sistemas educativos, mas esquecem eles que o capitalismo não torna um cidadão mais crítico, mas sim, alienado da vida social e educacional.
O neoliberalismo é apenas uma construção ideológica para enriquecer os mais ricos e escravizar os mais pobres tendo a escola como um mecanismo de fortalecimento dessa ideia.
O neoliberalismo é apenas uma construção ideológica para enriquecer os mais ricos e escravizar os mais pobres tendo a escola como um mecanismo de fortalecimento dessa ideia.
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