Hebert José Balieiro Teixeira
O tempo todo em que vivemos estamos em processo contínuo de aprendizagem, que perdura por toda a vida, pois a psicologia vem conceituando aprendizagem como uma mudança de comportamento.
Segundo Mc Connel, A aprendizagem é progressiva mudança do comportamento que está ligada, de um lado, a sucessivas apresentações de situações de uma situação, e de outro, a repetidos esforços dos indivíduos para enfrentá-la de maneira eficiente.
A aprendizagem pode ser compreendida como um processo dinâmico, contínuo, gradativo, cumulativo, individual, pessoal e intransferível (maneira de aprender e ritmo), que envolve a participação total e global do individuo nos aspectos físico, intelectual, emocional e social.
O desenvolvimento humano é longo, se comparado ao de outras espécies, basta observar a duração da infância e da adolescência. Durante todo este período, e adentrando na vida adulta, a aprendizagem tem seu espaço privilegiado na vida do homem.
Da análise, porém, dos estudos realizados pelos especialistas Campos (2002, p. 29), ela define a aprendizagem, de um ponto de vista funcional, como
a modificação sistemática do comportamento, em caso de repetição da mesma situação estimulante ou na dependência da experiência anterior com dada situação.
De acordo com a compreensão de inteligência, o qual todos os seres humanos possuem e que nasce no sistema neuronal através das descargas elétricas e químicas mais conhecidas como sinapses, sendo um produto do processo cerebral Gardner (1994), Piaget (1987) e Lopes and Abib (2003), conceituam-na como uma capacidade de resolver problemas a partir da adaptação ao meio e/ou atualização de uma disposição, sendo que as capacidades da inteligência estão em constante mudança.
Sócrates acreditava que o conhecimento já existia no espírito do homem e que a aprendizagem era somente um início do espetáculo, uma vez que estava adormecido, ao fazer a seguinte afirmativa: “conhece-te a ti mesmo, pois dentro de ti reside toda a sabedoria”.
Platão inspirado em Sócrates, ao contrário separou o corpo (ou coisas) da alma (ou idéias), fazendo esta dicotomia, propõe a “doutrina das reminiscências”, na qual os conhecimentos são idéias contempladas em uma encarnação anterior que, pela percepção volta ao seu estado.
Para a psicologia existem elementos para a realização do processo de aprendizagem que são conhecidas como situação estimuladora, o sujeito que aprende e a resposta.
Este processo de aprendizagem ocorre por etapas que são a motivação, o objetivo e a preparação ou prontidão, sendo que, neste último item os fatores fisiológicos, psicológicos e as experiências anteriores são preponderantes para o processo, mas é necessário saber que há obstáculos que precisam ser superados como a natureza social, a natureza psicológica e a natureza física.
As condições necessárias para que haja a aprendizagem são de caráter puramente biológico, pois é necessário que haja uma maturidade orgânica, um desenvolvimento sensorial, condições de resposta aos estímulos captados como por exemplo a adaptação e o ajustamento ao meio e a mudança de comportamento aliado a uma estimulação da memória. Os aspectos físico-químicos também são fundamentais, pois o indivíduo envolvido nesse processo de aprendizagem tem que ter uma alimentação adequada, cuidados com a saúde e por fim prevenir-se quanto ao uso de substancias químicas.
REFERÊNCIAS:
CAMPOS, Dináh Martins de Souza. Psicologia da aprendizagem. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.
GARDNER, Howard. Estruturas da Mente: A Teoria das Inteligências Múltiplas / trad. Sandra Costa – Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1994.
LOPES, Carlos Eduardo. ABIB, José Antônio Damásio. O Behaviorismo Radical como filosofia da mente. In: Psicologia: Reflexão e Crítica. Vol. 16, nº 1, 2003, p.85-94. Disponível em < http://www.scielo.br/pdf/prc/v16n1/16800.pdf > Acessado no dia 20 de setembro de 2007, às 17h10min.
PIAGET, Jean. O nascimento da inteligência na criança. 4.ed. – Rio de Janeiro, RJ: LTC Editora, 1987, p. 09-389
