quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O que é aprendizagem, afinal?


Hebert José Balieiro Teixeira

O tempo todo em que vivemos estamos em processo contínuo de aprendizagem, que perdura por toda a vida, pois a psicologia vem conceituando aprendizagem como uma mudança de comportamento.

Segundo Mc Connel, A aprendizagem é progressiva mudança do comportamento que está ligada, de um lado, a sucessivas apresentações de situações de uma situação, e de outro, a repetidos esforços dos indivíduos para enfrentá-la de maneira eficiente.

A aprendizagem pode ser compreendida como um processo dinâmico, contínuo, gradativo, cumulativo, individual, pessoal e intransferível (maneira de aprender e ritmo), que envolve a participação total e global do individuo nos aspectos físico, intelectual, emocional e social.

O desenvolvimento humano é longo, se comparado ao de outras espécies, basta observar a duração da infância e da adolescência. Durante todo este período, e adentrando na vida adulta, a aprendizagem tem seu espaço privilegiado na vida do homem.

Da análise, porém, dos estudos realizados pelos especialistas Campos (2002, p. 29), ela define a aprendizagem, de um ponto de vista funcional, como
a modificação sistemática do comportamento, em caso de repetição da mesma situação estimulante ou na dependência da experiência anterior com dada situação.
De acordo com a compreensão de inteligência, o qual todos os seres humanos possuem e que nasce no sistema neuronal através das descargas elétricas e químicas mais conhecidas como sinapses, sendo um produto do processo cerebral Gardner (1994), Piaget (1987) e Lopes and Abib (2003), conceituam-na como uma capacidade de resolver problemas a partir da adaptação ao meio e/ou atualização de uma disposição, sendo que as capacidades da inteligência estão em constante mudança.

Sócrates acreditava que o conhecimento já existia no espírito do homem e que a aprendizagem era somente um início do espetáculo, uma vez que estava adormecido, ao fazer a seguinte afirmativa: “conhece-te a ti mesmo, pois dentro de ti reside toda a sabedoria”.

Platão inspirado em Sócrates, ao contrário separou o corpo (ou coisas) da alma (ou idéias), fazendo esta dicotomia, propõe a “doutrina das reminiscências”, na qual os conhecimentos são idéias contempladas em uma encarnação anterior que, pela percepção volta ao seu estado.

Para a psicologia existem elementos para a realização do processo de aprendizagem que são conhecidas como situação estimuladora, o sujeito que aprende e a resposta.

Este processo de aprendizagem ocorre por etapas que são a motivação, o objetivo e a preparação ou prontidão, sendo que, neste último item os fatores fisiológicos, psicológicos e as experiências anteriores são preponderantes para o processo, mas é necessário saber que há obstáculos que precisam ser superados como a natureza social, a natureza psicológica e a natureza física.

As condições necessárias para que haja a aprendizagem são de caráter puramente biológico, pois é necessário que haja uma maturidade orgânica, um desenvolvimento sensorial, condições de resposta aos estímulos captados como por exemplo a adaptação e o ajustamento ao meio e a mudança de comportamento aliado a uma estimulação da memória. Os aspectos físico-químicos também são fundamentais, pois o indivíduo envolvido nesse processo de aprendizagem tem que ter uma alimentação adequada, cuidados com a saúde e por fim prevenir-se quanto ao uso de substancias químicas.
 

REFERÊNCIAS:

CAMPOS, Dináh Martins de Souza. Psicologia da aprendizagem. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.

GARDNER, Howard. Estruturas da Mente: A Teoria das Inteligências Múltiplas / trad. Sandra Costa – Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1994.

LOPES, Carlos Eduardo. ABIB, José Antônio Damásio. O Behaviorismo Radical como filosofia da mente. In: Psicologia: Reflexão e Crítica. Vol. 16, nº 1, 2003, p.85-94. Disponível em < http://www.scielo.br/pdf/prc/v16n1/16800.pdf > Acessado no dia 20 de setembro de 2007, às 17h10min.

PIAGET, Jean. O nascimento da inteligência na criança. 4.ed. – Rio de Janeiro, RJ: LTC Editora, 1987, p. 09-389

Mudanças climáticas

Hebert José Balieiro Teixeira

Este assunto nos leva a refletir a respeito do efeito estufa, pois observamos que dada dia a temperatura do planeta está aumentando. E, infelizmente os líderes dos países não se deram conta ou fecham os olhos para o perigo que corremos, sendo que, os Estados Unidos se preocupam tanto com a questão terrorista e não vê como o planeta está sofrendo com a alta industrialização nas metrópoles.

As empresas só se importam com o lucro e por isso despejam os seus poluentes nos rios, poluindo todo um ecossistema, e não bastando essa destruição lançam seus gases poluentes na atmosfera, causando o efeito estufa responsáveis pelo aumento da temperatura terrestre e o derretimento das calotas polares. Se essa ação não for repensada pelos poderosos da terra e contida, possivelmente toda a terra será inundada pelas águas dos pólos norte e sul.

Já que essa geração não dá a mínima Para natureza, os professores têm o dever de inculcar na futura geração a sensibilização pela consciência ambiental para que esta destruição possa parar.
Que os estudantes possam ter amor ao meio ambiente em que vivem, pois sem ele não há vida. Nós devemos nos policiar para que não venhamos a sofrer mais ainda as conseqüências do mau uso do ambiente.

Currículo é uma trajetória, pressupõe etapas

O currículo é pragmático, sendo que não existe um único currículo na escola, mas inúmeros currículos-rede alterados, plurais, complexos, heterárquicos. O currículo paradoxalmente inclui e exclui. por ser um modelo criado para o poder hegemônico deve-se estudá-lo na vida cotidiana, devemos nos por contra “o olhar que busca erros, presente em nossos processos de avaliação”.

A educação escolar no contexto das transformações sócio-culturais

Hebert José Balieiro Teixeira 


A ideologia Neoliberal é a auto-regulação da economia, a economia por si mesmas se define e se cria, sendo que no país liberal a economia supre as formas superadas e degradadas de intervenção social, um exemplo de intervenção social é influência do neoliberalismo na educação, pois os acontecimentos do mundo atual vem afetando a educação e exige um novo tipo de trabalhador flexível e polivalente. Exige também que a escola forme habilidades cognitivas e competências sociais e pessoais e ainda que o capital determine que a escola atenda aos interesses do mercado, modificando os objetivos e as propriedades da escola, modificam os interesses das necessidades e os valores escolares e ainda exige que a escola se adéqüe as novas tecnologias, comunicação e informática, induzindo alterações na atitude do professor e no trabalho docente.

A escola hoje não é mais considerada o único meio e o mais eficiente e ágil de socializar o conhecimento. Ela deve iniciar um processo de reestruturação dos sistemas educativos e da instituição como a conhecemos.

A escola precisa conviver com outras modalidades de educação. Deve articular educação não formal, informal e profissional.

O ensino hoje deve contribuir para formar indivíduos capazes de pensar e aprender em um contexto das novas tecnologias de produção, relações contratuais de capital-trabalho, emprego e organização de trabalho.

O ensino deve contribuir para realizar formação global para melhorar a qualificação profissional, desenvolvendo conhecimentos e capacidades para a consciência crítica do cidadão, formando cidadãos éticos e solidários.

Tudo isto é justificado pelo capitalismo para atender sua hegemonia e reorganizar suas formas de produção e consumo, eliminando as fronteiras comerciais para uma globalização da economia, para que ocorra o fortalecimento das nações mais ricas e submetendo os países mais pobres à dependência de consumo.

Atualmente a política educacional nos países ricos ainda é de atender a lógica capitalista.

Chegando ao fim de nosso texto, falando sobre o balanço provisório do neoliberalismo no Brasil que parte do discurso da modernização educativa, da diversidade, da flexibilidade dos currículos, que segundo ele seria para a melhoria da competitividade, da produtividade, de eficiências e da qualidade dos sistemas educativos, pois para o neoliberalismo a escola e o ensino devem se adequar às demandas e exigências e a qualidade dos sistemas educativos, mas esquecem eles que o capitalismo não torna um cidadão mais crítico, mas sim, alienado da vida social e educacional.


O neoliberalismo é apenas uma construção ideológica para enriquecer os mais ricos e escravizar os mais pobres tendo a escola como um mecanismo de fortalecimento dessa ideia.

Reprodução da desigualdade escolar

Hebert José Balieiro Teixeira



De acordo com George Duby “Para que serve a história se não for para ajudar nossos contemporâneos a ter confiança em seu futuro e abordar com mais recursos às dificuldades encontradas no cotidiano?”. Tendo em vista que "a desigualdade social não é criada pela natureza, ela é criada pelos homens, numa relação constante de força, de dominação e exploração” (Fábio Konder).

No ensino, como um todo, há uma divisão entre os SABERES escolares e acadêmicos. No saber escolar não se produz conhecimento, pois o ensino é transmitido sem problematização, devido o seu caráter extremante tradicional, onde o professor é o detentor do conhecimento e o estudante é considerado como uma "tábula rasa", ou seja, são desconsiderados os conhecimentos prévios subjacentes do estudante.  

O ensino tem sido transmitido de forma arbitrária, numa pedagogia tradicional, onde o este serve unicamente para efetivar a classe dominante através das representações simbólicas encontradas nos livros didáticos e para didáticos.

Segundo Ernsta Zamboni em seu artigo “Reprodução de uma visão”, essas representações ordens simbólicas construídas pelo imaginário da sociedade deixa de ser uma visão deformadora “o que não é real, a partir desta ordem simbólica passa a ser considerado real”. Isto ocorre pelo fato de que a sociedade passa por um processo de mudança, sendo que a educação não está excluída desta transformação que chamamos de “representação”, sendo constituídas pelos significantes que são imagens e/ou palavras e seus significados que são as representações dos significantes.

Ainda conforme Zamboni nos livros de história o conhecimento histórico é visto como uma verdade absoluta, homogeneizadora, sem problematização como é o caso nos livros paradidáticos que ligam o trabalho compulsório aos índios, escravos, ao negro, ao assalariado e às minorias, pelo fato de os escritores destes livros serem voltados para o tradicionalismo, se baseando na vida européia como se o modo de vida Europeu fosse o correto, não olhando o país em que vivem que é um país multicultural. Sendo eles preconceituosos.

A educação não deve ser refém desta pedagogia, porém há a necessidade de ressignificação didática entre os professores de modo que as noções gerais sejam construídas numa relação entre professor e estudante, partindo da experiencia do próprio estudante em interação com o saber docente. é com base nesta concepção  que o saber acadêmico proporciona a produção de conhecimento e não a pura e simples reprodução da desigualdade escolar, que tanto a classe hegemônica almeja ampliar.